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Indústria faz sudeste voltar à liderança do crescimento

A retomada da indústria começa a mudar a distribuição geográfica do crescimento no Brasil. Depois de o Nordeste ter sido o astro regional da expansão nos últimos anos, a bola da vez agora é o Sudeste. Ao contrário do que vinha ocorrendo, o desenvolvimento será dinamizado mais pela ampliação da indústria e serviços e menos por transferências de renda promovidas por programas como o Bolsa-Família e aumento do salário mínimo.

A expansão da massa de renda (soma todos os rendimentos do trabalho e benefícios previdenciários e sociais) no Sudeste, região mais industrializada do Brasil, teve um fraco desempenho entre 2003 e 2008. O crescimento médio anual no Estado de São Paulo, que concentra o maior número de indústrias do País, foi de apenas 2,9%, já descontada a inflação - o mais baixo entre todas as unidades da federação. No Piauí, essa taxa chegou a 7,9% e na Bahia, a 7%. A massa de renda é o principal indicador da capacidade de consumo de uma determinada população.

Um estudo da consultoria econômica MB Associados mostra que o quadro começou a mudar e o crescimento da renda nos próximos cinco anos passará a ser menos concentrado nas regiões mais pobres. Para São Paulo, a consultoria projeta crescimento médio anual da renda de 8,1% até 2015 (ver quadro ao lado).

Com a renda em alta, o consumo na região já dá sinais de mudança. O índice Consumo Target, criado pela IPC Marketing Editora há 20 anos, mostra que, em 2010, o Sudeste passa a responder por 52,7% do mercado de consumo do País. No ano passado, o porcentual era de 51,4%.

A retomada do Sudeste fica ainda mais nítida quando se analisa os números de desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De janeiro a abril, o banco desembolsou R$ 35,606 bilhões para financiar investimentos. Desse total, o Sudeste recebeu R$ 19,520 bilhões, o que representa 54,6% do total. Em igual período do ano passado, essa participação era de 48,8%. Já o Nordeste viu sua participação recuar de 9,95% para 7,11%.

Fonte: Estadão

 

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